Trata-se de Unidade de Conservação administrada pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IFESP), cujo objetivo básico é o uso múltiplo sustentável dos recursos naturais e a pesquisa científica. Possui 1.909,56 hectares localizados nos municípios paulistas de Cajuru (1.284,02 hectares) e de Altinópolis (625,24 hectares).
A área é localizada na província geomorfológica denominada Cuestas Basálticas e inserida no Aquífero Guarani. Possui relevo de colinas médias, de suave a ondulado; solo de areia quartzosa e clima (Cwb) Quente de inverno seco.
Originalmente, a Floresta Estacional Semidecidual e o Cerrado recobriam quase toda a área da FLOE de Cajurú. Atualmente, segundo o Instituto Florestal, além de uma área de banhado, a “Vegetação é representada por plantio de pinus e eucalipto e remanescentes de cerrado e floresta estacional semidecidual, dispersos em vários pontos da unidade. Entre outras espécies, ocorrem o óleo-de-copaíba (Copaifera lanqsdorfii) o barbatimão (Stryphnodendron adstringens) e a Pindaíba (Xylopia spp).”
No tocante a fauna, o IFESP menciona a presença na área de “lobo-guará, onça-parda, tatus, jararaca, cascavel, siriema, pombas, piriquitos, maritacas, jacanã, gralha, jacaré-do-papo-amarelo”.
Plano de Manejo e/ou levantamentos de fauna e flora: não localizados na internet.
Na página sobre a U.C., mantida na internet pelo IFESP, é dito “Trata-se de uma unidade voltada para a produção florestal. Não tem vocação para o turismo. Não possui pontos de atração”.
Para muitos, inclusive para este redator, a simples presença do jacaré-de-papo-amarelo (espécie em altíssimo risco de extinção) é um forte ponto de atração.
No Blog PEREGRINOS RP há um relato sobre uma caminhada pela FLOE de Cajurú e reflorestamentos adjacentes que, no mínimo, coloca em dúvida a afirmação do IFESP.
CLIQUE AQUI e AQUI para assistir vídeos sobre a Gruta do Itambé, a Cachoeira do Itambé e a Cachoeira dos Macacos, três dos muitos atrativos mencionados no Blog PEREGRINOS RP.
Embora o IFESP afirme que a área “não tem vocação para o turismo”, o Governo do Estado de São Paulo tem se empenhado para “privatizá-lo” juntamente com mais três unidades de conservação.
CLIQUE AQUI para ler uma matéria jornalística a respeito.
Em 06 de novembro de 1.962, através do Decreto Estadual nº 40.990, a área em que hoje se localiza a FLOE de Cajurú foi declarada de utilidade pública para desapropriação por ser “necessária a expansão dos trabalhos de pesquisas e reflorestamento afetos ao Serviço Florestal da Secretaria da Agricultura”.
Em 26 de novembro de 2.006, através do Decreto Estadual nº 51.453, a área foi relacionada no SINFLOR (Sistema Estadual de Florestal) que, entre outros relevantes encargos, tem a missão de promover a valorização da biodiversidade, do manejo sustentável bem como a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico.
Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…